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   M A T É R I A   T É C N I C A
      Publicada: 16/03/2010
Parte elétrica: mais rigor no controle - OESP

16/02/2010 - Construção - Relatório completo de instalação, de acordo com as normas deverá ser entregue ao Corpo de Bombeiros

Conforme dados do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, a maior parte dos incêndios em residências e prédios é provocada por problemas na instalação elétrica. Ainda não há, entretanto, uma verificação formal, por parte do poder público, se normas de instalações elétricas, regidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estão efetivamente sendo cumpridas em prédios e residências.

Até o segundo semestre, porém, a situação vai mudar, pois deverá estar pronta a revisão da instrução técnica do Corpo de Bombeiros, que atualmente recebe laudos de inspeção apenas da existência de equipamentos de combate ao fogo, como extintores, mangueiras, hidrantes e portas corta-fogo. Com a instrução técnica revisada, passará a receber também, por parte de profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), o laudo técnico das instalações elétricas de baixa tensão em novas edificações.

Sem esse laudo em mãos, sobre o qual se responsabilizam tanto o profissional registrado no CREA quanto o proprietário do imóvel, o Corpo de Bombeiros não poderá liberar o Auto de Vistoria (AVCB), um dos documentos necessários para a liberação de ocupação da obra. Conforme explica o engenheiro eletricista Hilton Moreno, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Elétricos (Nema Brasil) e membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade da ABNT, “hoje as construtoras só são obrigadas a fazer a inspeção em equipamentos de combate ao fogo. Pela primeira vez haverá uma autoridade pública fiscalizando o cumprimento de Normas de eletricidade que podem evitar incêndios”, explica. “O pacote de mudanças terá cerca de 40 exigências.”


Construções novas

A medida vale para todas as edificações novas, com exceção das construções unifamiliares. Como a nova instrução implica grandes mudanças, está se discutindo a determinação de um período de adaptação do mercado, que poderá ser de seis meses a um ano a partir da publicação. A nova instrução não altera as normas técnicas atualmente em vigor. “Ela foi baseada nas normas da ABNT.

A inspeção vai verificar se foram atendidas corretamente”, explica. Os textos revisados estão disponíveis para consulta no site do Corpo de Bombeiros (www.ccb.polmil.sp.gov.br/). A medida vale para todo o Estado de São Paulo.


Falhas comuns

O engenheiro diz que os maiores problemas com a parte elétrica das edificações estão na falta de manutenção. “A adesão às normas da ABNT é boa, especialmente entre as grandes construtoras. O problema é que o pessoal instala, mas não faz manutenção e esses materiais se desgastam.”

Segundo o engenheiro, é preciso fazer uma revisão geral a cada dez anos. “Isso se não houver nenhuma modificação no projeto original, como ampliações e extensões de rede.” Nesses casos, é preciso uma adequação da rede já existente. Outro alerta é para o número de tomadas disponíveis. “É comum o uso de benjamins, pois, em geral, não há preocupação em definir corretamente o número de tomadas necessárias. ”Moreno não recomenda o uso de benjamins ou réguas de tomadas. “O correto é ter uma tomada para cada aparelho”, afirma.

Caso seja necessário, o engenheiro ensina a calcular o limite seguro. “É preciso considerar dois limites: a capacidade da tomada e a do próprio benjamim”, diz. Em geral, a capacidade das tomadas fica em torno de 1.200 watts, para tomadas de 110volts, e de 2.000 watts para 220 volts. A mesma capacidade vale para o benjamim. “O detalhe é que 1.200 volts é a capacidade total do benjamim e na o de cada entrada”, alerta.

Para saber quantos e quais equipamentos podem ser ligados em um benjamim ou régua sem risco de sobrecarga – que pode provocar incêndio – basta somar o gasto de cada um. Um ferro de passar roupas, por exemplo, gasta de 1.000 a 1.200 watts; um conjunto de computador, com monitor e impressora, 300 watts. “No caso do computador, é comum as pessoas utilizarem a régua para ligar mais de um conjunto. ”Moreno aconselha ainda utilizar equipamentos protegidos por fusíveis. “Em caso de algum problema, queima o fusível e não o aparelho”, ensina.

Outro alerta relaciona-se à umidade, “principalmente em casos de inundação, que estão se tornando frequentes”, diz ele, e ensina: “A limpeza deve incluir os conduítes e caixas de interruptores, que costumam acumular sujeira e lama e isso interfere no funcionamento. ”E, mesmo quando não houve inundação, pode ocorrer umidade nas caixas e conduítes. “Nesses casos é preciso descobrir a origem da umidade e saná-la”, finaliza.


FONTE: Fonte: OESP, Serviço & Construção (suplemento). 19 de Fevereiro de 2010, p. Cc6.


   C U R S O S    R E L A C I O N A D O S

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410:2004

Instalações Elétricas de Baixa Tensão - O que realmente devemos ou não fazer para atender a legislação em vigor com economia e sem riscos

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 - Básico
 
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